Editora no Sul da Bahia Publica três Livros de Cyro de Mattos




Dono de obra literária extensa, entre volumes de contos, novelas, romance, literatura infantojuvenil e organização de antologia, o escritor Cyro de Mattos acaba de ser publicado pela Via Literarum, editora do sul da Bahia, sediada no município de Ibicaraí,  com os livros  Fissuras e Rupturas: Verdades, contos, capa do artista plástico  Santescaldaferri,   Poemas da Terra de Rio, para o leitor adulto,  imagem da capa de Van Gogh, e O Circo  no Quintal, para as crianças, capa e ilustrações do desenhista Ângelo Roberto.   
Autor versátil, dominando várias linguagens, o escritor Cyro de Mattos  com esses três livros lançados pela Via Literarum  consegue atingir a marca de 54 livros publicados, no Brasil e exterior, vários deles com prêmios literários expressivos no âmbito nacional e internacional.  
Em O Circo no Quintal, o poeta das crianças mostra que, neste circo,  alegria e brincadeira é o que mais existe,  como na cena do músico Marreco e suas artes de tocar reco-reco ou na do Trio Banana com zabumba e sanfona. Já em um trecho do poema Canto a Nossa Senhora das Matas, do livro Poemas da Terra e do Rio, o poeta indaga: Quando a mata for deserta,/ não mais se colher a flor, /  o rio se esconder da chuva/ e de Deus não cair a lágrima/ será esta a triste música?                         
       O livro Fissuras e Rupturas: Verdades reúne vinte e dois  contos modernos de composição condensada para formar o quadro, o episódio ou o  flagrante no espaço reduzido,  diferente  do que o contista forjou em oportunidades anteriores com as motivações de sua gente e sua terra.  No conto Paixão, por exemplo,  encontramos o trecho seguinte:
     
     Chamados pelos vizinhos, os mesmo policiais prenderam Zé Amaro em flagrante. Já mais calmo, não esboçou qualquer reação quando recebeu a ordem de prisão e foi algemado. Ele admitiu na delegacia  que não tinha sido essa a primeira vez que encontra a mulher com algum desconhecido em sua residência. “A vida é assim mesmo, cada um cumpre sua sina, nada se pode fazer.” Completou, conformado: “Cada um no seu canto sofre o seu tanto.” Logo que saísse da cadeia, ia pedir perdão â mulher e tentar a reconciliação.

Para aquisição dos livros: vilateras@gmail.com, WWW.vleditora.com.br




                  

AULA ABERTA KÀWÉ




Revista da Academia de Letras da Bahia Inclui Textos de Alitanos


              A edição número 54 da revista da Academia de Letras da Bahia será lançada no dia 15 deste mês, na sede da instituição, em Salvador, a partir das 18 horas. Participam desse número os escritores Aramis Ribeiro Costa, Cyro de Mattos, Florisvaldo Mattos e Aleilton Fonseca, membros da Academia de Letras de Itabuna.  

         Nessa edição, a publicação traz também  textos de Edivaldo M. Boaventura,  Gláucia Lemos, Roberto Figueira Santos, Urania Tourinho Peres, Waldir Freitas Oliveira, Antonella Rita Roscilli, Ordep Serra, Evelina Hoisel, Yeda Pessoa de  Castro, Samuel Celestino, Roberto Santos, Carlos Ribeiro, Paulo Furtado, Antônio Torres, Gerana Damulaks e da poeta Myriam Fraga, que faleceu no último mês de fevereiro. Em breve, todo o conteúdo estará disponível para download em http://www.academiadeletrasdabahia.wordpress.com/revistas/.




Academia de Letras da Bahia lança publicação que reúne artigos, ensaios, poemas, contos e crônicas

No próximo dia 14 de abril, a Academia de Letras da Bahia (ALB) estará lançando, na sede da instituição, no Palacete Góes Calmon, a edição nº 54 daRevista da Academia, edição impressa e digital, que reúne artigos, ensaios, poemas, contos, crônicas e discursos de acadêmicos e autores convidados. O evento terá início às 18 horas, com entrada franca.
Mantendo uma tradição de mais de 50 anos, a Revista da Academia de Letras da Bahia é um veículo anual de literatura, artes e ideias, para a publicação de artigos, ensaios, poemas, contos e discursos dos acadêmicos, além da colaboração de outros poetas e escritores da Bahia, dos demais estados brasileiros e do exterior.
Nessa edição, a publicação traz textos de Edivaldo M. Boaventura, Florisvaldo Mattos, Gláucia Lemos, Roberto Figueira Santos, Urania Tourinho Peres, Waldir Freitas Oliveira, Antonella Rita Roscilli, Ordep Serra, Cyro de Mattos, Aramis Ribeiro Costa, Evelina Hoisel, Yeda Pessoa de Castro, Samuel Celestino, Roberto Santos, Carlos Ribeiro, Paulo Furtado, Antônio Torres, Aleilton Fonseca, Gerana Damulaks e da poeta Myriam Fraga, que faleceu no último mês de fevereiro. Em breve, todo o conteúdo estará disponível para download em http://www.academiadeletrasdabahia.wordpress.com/revistas/.


COMO SERÁ O AMANHÃ?

                                        


                                   Sônia Carvalho de Almeida Maron*


O maniqueísmo demodèe do governo, o discurso pobre e disparatado do “eles” e  “nós” já esgotou a tolerância  do povo brasileiro.  Nós, os brasileiros, somos um povo extraordinário,  tendo como um dos símbolos a bandeira verde e amarelo e  muitas estrelas brancas enfeitando  uma esfera azul. Independentes e lúcidos, capazes de pensar.  Vivemos em uma sociedade livre,  pluralista, fraterna e sem preconceitos, iluminada pelo sol tropical que aquece todos igualmente;  são palavras inspiradas no preâmbulo da nossa Constituição, sob o pálio da igualdade e justiça como valores supremos.
O povo brasileiro não pode e não deve reconhecer o “discurso” separatista e desconectado, repetitivo e vazio da dirigente sempre iniciado com a expressão “ a gente” e inventando tempos verbais esquisitos como “grampia”, corrigido apressadamente para “grampeia”, em pronunciamento através de rede nacional de TV. Qualquer brasileiro que não seja totalmente imbecil percebeu que o ato falho denunciou o hábito dos diálogos com o “chefe”  que popularizou a linguagem de botequim nos “discursos” políticos, pontuados de expressões chulas e gestos pouco recomendáveis para alguém que se diz líder de um povo. O povo brasileiro não é analfabeto funcional e nem deseja enterrar o idioma português. É muito fácil comparar a postura de Obama, Ângela Merkel, Macri, Holande e outros chefes de governo com nossos eventuais e transitórios dirigentes: os estadistas citados não expõem seus países ao ridículo quando abrem a boca.
O povo brasileiro, todo o povo brasileiro é, sim, uma elite: ninguém, neste Brasil abençoado, pode dizer que é branco, negro ou amarelo. Seria uma piada de mau gosto no país da “casa grande e senzala”. Nossa grandeza e progresso cultural e econômico decorrem da miscigenação das nossas matrizes africana, portuguesa,  indígena e de tantas outras etnias que enriqueceram nossos Estados do Sul e Sudeste com sua força-trabalho,  entusiasmo, tradições e costumes que se agregaram à nossa formação. Nossa cidade é um exemplo desta afirmação, com as colônias libanesa e portuguesa integradas à história da formação do povo grapiúna, secundadas por afro-descendentes e índios.
E agora aparecem pessoas que não conseguiram entender que a fraternidade, a igualdade e a liberdade prevalecem como fórmula para  superação e preferem fomentar  o ódio entre as classes sociais, como se a classe média e os mais abastados fossem inimigos da “classe trabalhadora”. A palavra de ordem é execrá-los, até porque eles esquecem que os empregos oferecidos por nossos empresários e comerciantes  movimentam a economia e garantem a dignidade e o sustento através do trabalho. Com a palavra nove milhões de desempregados que o “Brasil para todos”, com sua “ matriz econômica” oferece como meta de governo.
Posto isso, com todas as preces da Semana Santa para o juiz 
Sérgio Moro, para que não se transforme em mártir, como o juiz italiano Falcone, da Operação Mãos Limpas, na Itália, o que acontecerá em nosso amanhã sem líderes? Será que da abençoada Operação Lava Jato, que acordou o Brasil para .o gigantesco rompimento da barragem moral e ética dos políticos e mega-empresários do nosso país, vai sobrar alguém? O que será de nós, as vítimas, os brasileiros decentes, que estão declarando seus rendimentos neste mês de março sem fraudes e recursos contábeis desonestos? Quais serão as leis, os regulamentos, os critérios que passarão a reger o país que há muito tempo caminha sem rumo? É a pergunta que angustia e espanta o sono de todos os brasileiros que não encheram os bolsos com o dinheiro da corrupção. Felizmente são muitos. Se tiverem coragem podem mudar o Brasil. Principalmente os brasileiros que pertencem ao Super Poder e são considerados covardes por pessoas que dependem do seu julgamento. 


SEMANA SANTA

  
Poemas da Sexta-Feira Maior

                 Cyro de Mattos


Santa Cruz

Todo o peso da terra
Com ofensa e lenho
Aqui deste desterro.

      Pedras cor de vinho,
      Setas de veneno
      Dos que ladram.

      Lábios de sede,
      Botão que se abre
      Na flor do perdão.

      Até hoje a oferta.
      A ternura como meta
      Jogada na sarjeta.    


     SEXTA-FEIRA MAIOR

O sol morre.
Turva onda
O mundo em aflição
Molha-me de roxo.
Nada valho.
Nada sou de fato.
Prefiro Barrabás,
Crucifico o amor,
Sem dó e lágrima
Até o último gemido.



SONETO DA PAIXÃO

Ao pé do Cristo todas as infâmias,
Ao pé do Cristo todas as insônias,
Ao pé do Cristo todas as intrigas,
Ao pé do Cristo todas as refregas.

Ao pé do Cristo todos os sedentos,
Ao pé do Cristo todos os famintos,
Ao pé do Cristo todos os horrores,
Ao pé do Cristo todos os clamores.

Ao pé do Cristo todos os insultos,
Ao pé do Cristo todos os corruptos,
Ao pé do Cristo todos os ladrões,

Ao pé do Cristo todas as prisões.
Nessa onda que nos leva como cães,
Cura-me, ó Deus de todas as paixões.




 PROCISSÃO DO SENHOR MORTO


Tudo é roxo e ofensa e perdão.
A tristeza está nos ares,
já anda pelas veredas
e no perfume dos caminhos.
No ocaso da saudade ao longe,
na flor do cacau que é espinho.
E chega à igreja a procissão.
Tudo é clamor e cruz e paixão
porque uma coroa sensitiva
instalou-se em Itabuna
com fadiga e sede e fome
e escorre suas dores
pelas pedras cor de vinho,
mas no sábado tudo é verde
e claro sem o roxo e o espinho.
Os sinos repicam na cidade
e um dia novo está nas galhas,
no coro de milhões de passarinhos.