Dia do Professor na Escola Curumim e outros figurantes


Sônia Carvalho de Almeida Maron*

            O dia 15 de outubro é consagrado ao Professor.  A inicial maiúscula é proposital, é assim mesmo, a escolha é minha e também é minha a responsabilidade de proclamar a profissão como a mais importante em uma sociedade digna de sonhar e aguardar o futuro sem temor. Coincidentemente, no dia do Professor, comecei pisando com o pé direito: participei do evento comemorativo realizado pela Escola Curumim representando a Academia de Letras de Itabuna – ALITA, parceira da Escolinha, em companhia do confrade Ruy Póvoas, escalado para explicar à garotada o que significava uma academia de letras. Abençoada inspiração do confrade Jorge Luiz a escolha de Ruy! Os “curumins” precisavam saber o que muitos ignoram: uma academia de letras não é uma instituição que reúne um grupo de velhos para discutir quem carrega a maior “bagagem” literária; devem saber ler  e escrever, é claro, apresentando a prova material da atividade como autores de livros e trabalhos diversos; mas também devem participar ativamente da formação dos jovens, donos do futuro, conscientizando-os da necessidade da leitura que tem o poder de difundir a verdade, a beleza,  a sensibilidade e salvar o mundo.

         A abertura do III Fórum de Leitura realizado pela Escola Curumim reuniu palestrantes como Maria Tereza Maldonado, Rita Argolo, Manuela Berbert, tendo como tema, em suas diversas áreas de atuação, a leitura na era da internet e o seu uso correto na educação e na vida das crianças e adolescentes. A garotada recebeu informações acerca da utilização da poderosa alavanca para facilitar o acesso ao conhecimento, com ênfase para o perigo do uso desorientado e dirigido ao lixo existente nos múltiplos recursos quando voltados para o lado negro, presente em qualquer atividade que envolva os seres humanos.

 Tenho certeza que o objetivo foi alcançado e aquelas crianças do ensino fundamental, a mais importante das etapas do conhecimento, entenderam que o cérebro humano treinado para o bem é o juiz supremo das escolhas para um mundo melhor onde eles, os nossos “curumins”, serão os líderes, os dirigentes que disputarão cargos eletivos democraticamente e de forma civilizada: debatendo idéias, programas de governo voltados para o bem estar coletivo, apagando definitivamente a queda de braço no campeonato de crimes contra a honra ou ainda mais graves, induzindo o povo a escolher aquele que cometeu o menor número de crimes contra o erário público, como se estivesse a decidir qual o bandido mais inofensivo para liderar os presidiários de uma penitenciária de segurança máxima. O nível de comunicação adotado obriga o adversário ao emprego de armas iguais, transformando  as campanhas políticas em disputa de tipos penais e não de cargos eletivos. Não é esta a lição de Ciência Política que nossas crianças e adolescentes merecem e, em última análise, nossos filhos e netos telespectadores e internautas.

         Neste registro das comemorações ao Dia do Professor, não poderia faltar uma figurante maior, a menina que ofereceu a própria vida pelo direito de continuar estudando: MALALA YOUSAFZAI. Escolhida para receber o prêmio Nobel da Paz, a garota do distante Paquistão, milagrosamente viva depois de um atentado de terroristas do seu triste país, hoje residindo em Londres, declarou em uma das suas palestras a frase que ganhou o mundo nas ondas da internet, com a ferramenta nova do whatsAPP:

“Uma criança, uma professora, uma caneta e um livro, podem mudar o mundo.”

                                     * Ex-aluna do Ginásio Divina Providência
Ex-professora da FESPI/UESC 
                                            Presidente da Academia de Letras de Itabuna –ALITA
                                           Juíza de Direito aposentada do TJ/Bahia












Helena Parente Cunha: O Escritor e O Mundo Conturbado de Hoje





                                                    Entrevista de Cyro de Mattos

Helena Parente Cunha: O Escritor e O Mundo Conturbado de Hoje

                                                    Entrevista de Cyro de Mattos

Helena Parente Cunha nasceu em SALVADOR, Bahia, Brasil.  Depois de lecionar no Curso de Letras, da Universidade Federal da Bahia, transferiu-se para o Rio de Janeiro onde vive há décadas, foi reconhecida como Professora Emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro e se tornou docente da Pós-Graduação da Faculdade de Letras. Autora de trinta livros publicados (poesia, conto, romance, ensaio, crítica literária) e quase uma centena de volumes com outros autores, no Brasil e no exterior. Seus livros receberam prêmios em concursos de expressão nacional.  É dessa mulher de caráter afável, erudita, criativa,  que procuramos saber sobre a condição do escritor e os caminhos da literatura  no mundo massificado de hoje, cheio de fortes  agressões e cobranças. 

Cyro de Mattos 1 - Thomas Mann acha que ser escritor é uma maldição, que começa cedo, terrivelmente cedo. Para  você, que caminha nessa estrada feita de solidões e desejos, dores e ternuras, o que é ser escritor? Destino, profissão, missão?
- Como escritora, vejo-me  levada a tentar dizer o que sinto no turbilhão de emoções em que a vida nos coloca. E também tentar dizer o que penso neste mundo de violência e atravessado de contradições e desacertos. Como a realidade é sempre mais do que as palavras podem abarcar, muitas vezes, na tentativa de dizer o indizível, é preciso ultrapassar a língua, mesmo desrespeitando a gramática e as normas da correção. Mas não pelo simples gosto da transgressão e sim pela urgência do dizer.
Não acho que ser escritor seja maldição. Escrever é muitas vezes doloroso na busca da palavra que se recusa a vir à tona.  Mas é sempre altamente gratificante e prazeroso.

2- Hoje vivemos em uma sociedade que prioriza o estômago, o corpo e o poder. Que função tem a literatura  em um mundo que cada vez mais concebe os valores éticos e espirituais como expressão de nadas?

- Acredito que a literatura não tenha obrigações salvacionistas, mas tem um compromisso com seu tempo, expressa as tendências da sua época, misérias ou grandezas, frustrações ou vitórias, vícios, esperanças.
Atualmente, em várias cidades brasileiras, sei da existência de inúmeros grupos de poetas e poetisas que se reúnem periodicamente, uma vez por semana ou por quinzena, por exemplo, para dizer poemas da própria autoria, sentindo-se estimulados para escrever sobre temas variados que podem transformar-se em livros individuais ou coletivos. Pelo que entendi, produzem por indiscutível prazer em criar e divulgar sua produção no próprio grupo ou na internet ou em performances em várias cidades e até estados. Por não haver sido ainda legitimada pelos críticos ou pelos cursos de Letras, essa produção fica um tanto à margem da chamada literatura oficial. De uma forma ou de outra, constitui uma das belas características de nossa pós-modernidade multifacetada, onde convivem os extremos positivos e negativos.

3 – A sociedade contemporânea cultiva, em grande escala,  a imagem e o som como linguagens para dizer a vida. O suporte do livro tradicional mudou com a chegada dos meios eletrônicos.  O livro impresso está na fase terminal?

Não acredito nesta visão um tanto apocalíptica. Da mesma forma que a fotografia não acabou com a pintura nem o cinema desbancou o teatro, acho que a riqueza do real exige novas linguagens para ser expressa, sem que uma necessariamente derrube a outra.

4 – Não se pode deixar de considerar que o texto literário abraçou  um novo espaço democrático graças à internet, através do exercício usual de blogs, jornais e revistas eletrônicas.   Isso  faz bem ou mal à literatura?

- Cada época tem seu modo específico de considerar o texto literário. Nossa época se caracteriza por mudanças radicais ocorridas em tempo recorde, o que resulta na coexistência de vários aspectos díspares e contraditórios que disputam espaço na página ou na tela. A especificidade do ser literário também se altera ao sabor das características temporais. No novo espaço democrático oferecido pelos meios eletrônicos, sinto que há mais flexibilidade para o gosto não só das elites acadêmicas, mas também para um espaço democrático.

5 – Com a presença forte da televisão e dos meios eletrônicos, a literatura passou a ter grandes  concorrentes como instrumentos de lazer e forma de conhecimento. De que maneira isso afeta o autor, que já foi muito prestigiado em outros tempos?

- Houve tempos em que o poeta era cultuado como um profeta ou enviado dos deuses. Em outros tempos se destacava como porta-voz da ideologia vigente.
E hoje, onde a tendência se volta para a multiplicidade de expressão, muitas vezes o autor ou a autora se vê pressionado pela originalidade do texto e pela urgência em inovar, o que pode redundar em extravagâncias e obsessão pelo ineditismo. O prestígio vivido pelo escritor no passado me parece obscurecido pela excessiva valorização do poder econômico e seu afã de abranger e deformar valores e princípios.
6 - Uma enxurrada de autores continua a passar  por debaixo da ponte. Hoje se escreve mais para menos leitores?
- Não sei se hoje se escreve mais para menos leitores, entretanto, talvez por conta da democratização trazida pelos meios eletrônicos, um número maior de autores encontrou mais possibilidades para suas publicações, considerando-se ainda as atuais tendências para abolir hierarquias e hierarquizações, rejeitar regras e formulações que em outros tempos se impunham para a criação literária.

7 – Seu romance, Mulher no Espelho, Prêmio Nacional Cruz e Sousa, da Fundação Cultural de Santa Catarina, já em décima edição, é um marco na moderna ficção feminina, a partir da década 70. Fale um pouco desse romance maior em nossas letras.

-  Como disse,  escrevo para dizer o que sinto e também o que penso e muito do que imagino. E para apontar abusos, injustiças, violência da sociedade patriarcal, desesperos do sentimento de culpa, hipocrisias das fórmulas vazias da falsa convivência de uma sociedade refém das aparências, as certezas de verdades mentirosas, os preconceitos contra os excluídos, o desejo, o corpo, mulheres anuladas ante o todo-poderoso pai ou marido, distorções da cultura machista, dilaceramento entre dúvidas e milenares perguntas sem respostas. Entre momentos líricos, irônicos, satíricos, dramáticos, trágicos, se sucedem monólogos, reflexões e angústias.
Escrever este livro foi aprendizado cruel que me levou a mais de um ano de depressão. Mas o prazer dessa escrita me trouxe a recompensa de sentir que vale a pena ser escritora.

   8  – Fale também sobre  Impregnações na Floresta, seu último livro de poesia,  motivado por uma viagem feita à Amazônia. Um belo livro  revestido  das percepções  íntimas, interiorizado por seu sentimento  e sensibilidade decorrente do seu estar no mundo. Como a crítica e seus leitores receberam o livro?   

- Foi um livro que procurou reviver momentos de silêncio e contemplação no encantamento indizível da floresta. Acho que, por este motivo, as pessoas que se comunicaram comigo me pareceram, de certo modo, integradas naquela magia.

9 –.  Embora sua obra seja de alto nível, elaborada em várias frentes,   estudada em universidades, não desfruta da mídia que privilegia um pequeno grupo.  Como você encara esse tempo que divulga inverdades e valores duvidosos?

- Para lhe dar uma resposta justa, teria que ler mais sobre o que a mídia  publica e mais dos livros com que a mídia se ocupa.

10 – Entre suas atividades literárias, qual a que mais lhe completa, a de ficcionista, poeta, ensaísta, crítica  ou professora universitária?

-  A depender do meu estado de espírito, eu percebo o gênero que mais me convém naquele momento. Quando me deixo levar pela emoção, pela fantasia, escolho o lírico, porquanto me parece que o poema curto concentra melhor o transbordar do sentimento.  Diante de realidades concretas que me chamam a atenção pelo abuso do poder, intolerância, discriminação, prepotência, etc, prefiro narrar e assinalar minha revolta ante os absurdos de muitos dos relacionamentos humanos. Nessas circunstâncias, é preferível o conto ou o romance. No ensaio proponho um estudo sobre questões de ordem cultural, social, psicológica e que em geral tem a ver com minhas pesquisas ou temas de minhas aulas. Quando escrevo sobre escritores, jamais critico, mas se o texto não me agrada, prefiro me calar.

11 - Você foi convidada para participar do XVII Encontro de Poetas Iberoamericanos em Salamanca, em outubro deste ano.  Trata-se de evento com repercussão internacional, promovido pela Fundação de  Salamanca, Cidade de Cultura e Saber, na Espanha. Qual a sua expectativa em integrar um conjunto de importantes poetas iberoamericanos  e, assim,  participar de evento que dignifica a poesia sob vários aspectos?  

- É uma alegria, uma honra, uma responsabilidade. Responsabilidade, porque sei da importância desse Encontro de Poetas iberoamericanos de repercussão internacional. Sei também do renome do poeta Alfredo Pérez Alencar que coordena esse Encontro. Todos sabem do valor histórico e cultural de Salamanca, no cenário mundial e da sua famosíssima Universidade. Portanto,  sinto-me honrada por fazer parte de um evento dessa dimensão. Apesar do peso da responsabilidade, alegro-me e agradeço pelo ensejo de viver tão rica experiência.



Escritor Ricardo Cruz e Seu Romance “A Vida Pregressa de WQ”

               

Em seu último livro, o  romance “A Vida Pregressa de WQ”, Ricardo Cruz, médico em Salvador, escritor baiano que passou a adolescência em Itabuna,  aborda temas como tráfico de drogas e armas, retratando o Brasil de nossos dias e servindo não apenas como leitura atual, mas, no futuro, aos pesquisadores que se interessem em refazer nossa época turbulenta.

“A Vida Pregressa de WQ” se desenrola a partir da queda de um pequeno avião executivo na floresta amazônica e todos os passageiros morrem, menos um. No hospital, o sobrevivente, pistoleiro profissional e ex-membro da polícia civil do Rio de Janeiro, conta sua história a um interlocutor não identificado, o leitor, que, no final é quem irá desvendar toda a trama narrada. WQ, na tentativa de projetar-se como um dos “pilares morais” da sociedade grapiúna, depois de graves acontecimentos que protagoniza, vai dedicar-se a todo tipo de mutreta, entre as quais o contrabando de drogas da Colômbia, de armas do Paraguai: o avião em que vinha de lá trazia justamente isso, drogas e armas para abastecer traficantes cariocas, paulistas, baianos, quem mais der.

Ricardo Cruz é psicanalista, autor de 4 livros de contos e participou, nesta modalidade, de várias antologias nacionais e uma estrangeira. Publicou crônicas e contos nos jornais A TARDE, DIÁRIO DE NOTÍCIAS E TRIBUNA DA BAHIA e nas revistas: REVISTA DA BAHIA e QUINTO IMPÉRIO (Revista de Cultura e Literaturas da Língua Portuguesa). É de sua autoria o romance A Vingança de Xangô.

O que os autores Marcos Santarrita, Cyro de Mattos e Hélio Pólvora falam sobre Ricardo Cruz:

Hélio Pólvora, (ficcionista, crítico literário, ensaísta e membro da Academia de Letras da Bahia), escreve sobre o livro de contos Roteiro para uma Tempestade: “Escritor quase veterano, portanto, e que escreve devagar, preocupado com a qualidade e sem querer forçar os favores da mídia, conquistou com recursos exclusivamente literários um lugar de relevo na contística baiana.”

Sobre A Vingança de Xangô, escreve escritor Marcos Santarrita (autor, dentre outras obras, dos romances: A Juventude Passa, Lady Luana Savage, e Mares do Sul, Ed. Record; é ainda tradutor, colunista e crítico literário do Jornal do Brasil e da Folha de São Paulo): “Ricardo tece sua trama com o encantatório talento do verdadeiro contador de histórias, adequando a linguagem ao tema nos volteios e ritmos barrocos da frase, e adotando um estilo platônico de narrativa para extrair da mente do leitor as conclusões”.

Depoimento de Cyro de Mattos (Contista, poeta, cronista, ensaísta e autor de livros infantis, baiano, possuidor de 50 prêmios literários), sobre Ricardo Cruz: “Ricardo Cruz pertenceu à Geração Revista da Bahia, juntamente com Ildásio Tavares, Marcos Santarrita, Nancif Ganem, Olney São Paulo, Fernando Batinga, Cyro de Mattos e outros. Sempre foi sóbrio, nunca se preocupou com a estrada do outro e até hoje se mantém fora da guerra acirrada das letras. Estreou com “Roteiro para uma Tempestade”, de boa repercussão nos meios literários baianos. Além de estar presente em antologias na Bahia, seu conto “O Réprobo” participa de coletânea publicada na Rússia, de ficcionistas importantes da América Latina, como Julio Córtazar, Mário Benedeti, Rosário Castellanos e René Marques. Há tempos conseguiu ocupar seu espaço como ficcionista de qualidade no panorama das letras baianas. Tensos na trama de teor dramático, do erótico às relações cúmplices do cotidiano, seus personagens transmitem infortúnios, absurdos e solidões, que só um autor talentoso e experiente consegue retransmitir.”

Literatura Infantil na FLICA 2014

  
A Festa Literária Internacional de Cachoeira 2014  está prestes a acontecer, de 30 de outubro a 2 de  novembro,  e mais novidades foram liberadas pela curadoria a respeito da programação oficial. A Fliquinha, que acontece paralelamente aos debates das mesas principais durante os dias 29 de outubro a 2 de novembro, será sediada no Cineteatro Glória e tem como confirmados o ilustrador Roger Mello e os autores Cyro de Mattos e Heloisa Prieto – que esse ano inaugura um bate-papo entre professores e coordenadores de escolas convidadas –, entre outros. Todas as conversas serão mediadas por uma das curadoras do evento, Mira Silva.
As atrações têm início na quinta-feira, dia 30, às 09h30 da manhã, com um grupo de contação de histórias que será revelado pela curadoria em breve. Na sequência, às 10h30, o contista, cronista, poeta e autor de literatura infanto-juvenil baiano, Cyro de Mattos, bate-papo com o público sobre as suas obras. Advogado aposentado e jornalista, ele passou por importantes jornais do Brasil e publicou mais de 36 livros, tendo sido premiado 41 vezes.
No período da tarde, às 14h30, é a vez de Luis Augusto, cartunista, escritor e contador de histórias, mostrar o seu talento e conversar com os pequenos. Foi ainda garoto, aos 17 anos, que fez parte da equipe do Ziraldo, criando histórias para a revista do Menino Maluquinho. Em 1996, criou o Fala, Menino!, que é uma série de tiras – também para adultos – sobre o diálogo com a infância e o respeito às diferenças. As tiras viraram livros, que viraram uma série de animação exibida nacionalmente pela TV Brasil.
Com profissionais consagrados tanto no mercado editorial quanto em outras artes do âmbito infantil e educativo, as apresentações incluem contação de histórias; palestra sobre astronomia com o autor do blog O Guardador de Estrelas, Fernando Munaretto, que fará uma viagem lúdica e descontraída com as crianças pelo universo através de astros e estrelas; exibição de filmes na sala de cinema e até oficinas de cordel e ilustração.
Nesta edição, que tem patrocínio da Oi, COELBA e Governo do Estado da Bahia, através do programa FazCultura, o Cineteatro Glória foi escolhido para sediar o espaço lúdico. Construído na cidade em 1923, e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (IPHAN) em 1937, o centro cultural é resultado de um investimento de R$ 6 milhões na restauração e na aquisição de equipamentos. Após as obras, o prédio agora tem um aparato moderno para a exibição de filmes e também está pronto para receber manifestações cênicas, com espaços de camarins e galerias, além de equipamentos de projeção, sonorização, iluminação e cenotécnica.
Próximo dali, enquanto os filhos se divertem e aprendem, os pais podem acompanhar a programação oficial da Flica, com debates sobre os mais variados temas, desde a mesa A tolerância aos intolerantes, com a presença do filósofo lituano Leonidas Donskis, a temas específicos sobre linhas editorias.
Programação Fliquinha
·         Dia 30/10, quinta-feira
09h30  (novidade que será divulgada em breve)
10h30  Bate-papo com o autor Cyro de Mattos
14h30  Bate-papo com o cartunista, escritor e contador de histórias Luis Augusto, do projeto Fala Menino!, sobre sua produção literária
15h30  Oficina musical com o professor Gabriel Macedo
17h30  Cine Fliquinha (curtas baianos ou longas-metragens nacionais que logo serão divulgados)
19h00 Bate-papo com Heloisa Prieto – a autora conversa com professores e coordenadores de escolas.
·         Dia 31/10, sexta-feira
09h30  (novidade que será divulgada em breve)
10h30  Recital de Poesia da Casa de Barro, formado por crianças e adolescentes de Cachoeira que declamam poesia de autores nacionais e locais.
11h00  Bate-papo sobre a produção literária das autoras baianas Debora Knittel e Érica Falcão
14h30  Oficina de desenho com Athos Sampaio, ilustrador de livros e criador de jogos virtuais.
15h30  Bate-papo com a escritora Heloisa Prieto
17h30  Palestra sobre astronomia com o autor do blog O Guardador de Estrelas, Fernando Munaretto (astrônomo e educador), que fará uma viagem lúdica e descontraída com as crianças pelo universo através de astros e estrelas.
·         Dia 01/11, sábado
09h30  (novidade que será divulgada em breve)
10h30  Bate-papo sobre a produção literária com a autora baiana Sandra Popoff
14h30  Oficina de Cordel com o cantor e compositor Maviael Melo
15h30  Bate-papo com o ilustrador Roger Mello
17h30  Atração musical (novidade que será divulgada em breve)
·         Dia 02/11, domingo
09h30  (atração de encerramento. Será divulgada em breve)

Lançamento do livro Atalhos e Descaminhos

No último sábado, dia 16 de agosto o Rotary Club de Ubaitaba sediou o lançamento do primeiro livro da poestisa Ceres Marylise Rebouças: Atalhos e Descaminhos.

Estiveram presentes no evento os membros da Academia de Letras de Itabuna (ALITA) além de rotaryanos e demais representantes da comunidade ubaitabense.

presidente do Rotary Club de Ubaitaba, Cledenor Soares, abriu a noite dando boas vindas a todos os presentes. Em seguida fizeram uso da palavra, a presidente da ALITA, Sônia Maron, os alitanos Marcos Bandeira e João Otávio. Uma bonita homenagem foi feita por Itamar Basílio dos Santos, ex-aluno da autora e pela professora Neusa Moreno sua colega de tempos estudantis.  O prefeito Asclepíades Almeida foi representado pela secretária de Educação do município de Ubaitaba Adélia Mendes. Todos ressaltaram a caminhada com seriedade, ética, dedicação e entusiasmo da escritora Ceres Marylise.


Uma noite de festa com poesia, música e teatro. Na abertura os atores Gideon Rosa, Raquel Rocha e Elaine Bela Vista declamaram poemas da autora. Em um segundo momento aconteceu uma apresentação teatral do grupo Trilhas Teatrais sob coordenação do diretor Jorge Batista:

 Nas palavras da poetisa o lançamento ocorreu em Ubaitaba porque “Ubaitaba é minha terra natal. Vim para Itabuna, minha terra adotada pelo coração, muito nova e já casada. A noite de autógrafos foi em agradecimento à boa qualidade de educação que recebi e pelo exemplo vivo de que tudo podemos alcançar através do estudo quando caminhamos com dignidade.  Também a todos os privilégios que meus conterrâneos sempre me concederam.”

O músico e compositor Roque Luy abrilhantou a noite com poemas musicados por ele próprio. Uma noite lindíssima, que a autora de Atalhos e Descaminhos dedicou ao poeta, seu colega dos tempos estudantis, Israel César Pinheiro, um dos maiores ícones literários da cidade que se foi desta para outra dimensão sem o merecido reconhecimento de sua obra.














Marcos Bandeira, Ex-presidente da ALITA


João Otávio- Alitano



A presidente da ALITA Sonia Maron, O músico Roque Luy e o alitano João Otávio




Escritor Cyro de Mattos Lançou Seu Romance Os Ventos Gemedores na Academia de Letras da Bahia

Escritor Cyro de Mattos Lançou Seu Romance Os Ventos Gemedores na Academia de Letras da Bahia



O escritor  baiano (de Itabuna) Cyro de Mattos lançou na Academia de Letras da Bahia, em Salvador, no dia 2 deste, sua nova obra, o romance Os Ventos Gemedores. Compareceu ao evento o presidente de Academia de Letras da Bahia, escritor Aramis Ribeiro Costa, os acadêmicos Fernando Rocha Perez, Urânia Azevedo, Myriam Fraga, João Eurico Mata, ensaísta Gerana Damulakis, cineasta Cícero Bathomarco, desenhista Ângelo Roberto,  professoras Margarida Fahel, Silmara Oliveira, doutor Antonio Luiz Calmon Teixeira, presidente do Instituto de Advogados da Bahia, desembargadora Lucy Lopes Moreira, amigos e leitores do autor.
O evento teve a cobertura da TV  Bahia, filiada da TV Globo, TV Educativa, Rádio CBN e jornal “A Tarde”. O presidente da Academia Aramis R. Costa fez a apresentação do autor, enquanto o acadêmico João Eurico Mata destacou a importância da obra de Cyro de Mattos, escritor versátil e de expressão moderna,  como contista, novelista, cronista, poeta, autor de livros para crianças e agora romancista com este Os Ventos Gemedores, que, no condado de Japará, imaginado pelo romancista,  aborda as misérias e conflitos  da terra, representados pela ambição desmedida de Vulcano Brás e pela  busca da liberdade do  vaqueiro Genaro.
 O editor Nicodemos Sena,  em seu discurso,  salientou que a editora Letra Selvagem, tem como objetivo publicar autores expressivos, dotados de humanismo e brasilidade, compromissados com a nossa realidade, como Olga Savary, Hernani Donato, Caio Porfírio Carneiro  e José Guilherme Dick, entre outros. Destacou que  Cyro de Mattos com sua humanidade,  narrativa labiríntica e linguagem de ritmo ágil  é o mais legítimo substituto  de João Ubaldo Ribeiro nas letras da Bahia..  
             Cyro de Mattos é jornalista e advogado aposentado. Seus contos e poemas figuram em mais de 50 antologias, no Brasil e exterior. Conquistou mais de 40  prêmios  literários expressivos e, entre eles, o Afonso Arinos da Academia Brasileira de Letras, o da Associação Paulista de Críticos de Artes e o Internacional de Literatura Maestrale Marengo d`Oro, em Gênova, Itália,  segundo lugar, duas vezes. Obteve dez primeiros lugares nos prêmios concedidos anualmente pela União Brasileira de Escritores (Rio). Finalista do Jabuti três vezes. Participou como convidado do Terceiro Encontro Internacional de Poetas da Universidade de Coimbra, em 1998, Feira do Livro de Frankfurt em 2009 e XVI Encontro de Poetas Iberoamericanos da Fundação Cultural de Salamanca, Espanha, em 2013.  É membro efetivo do Pen Clube do Brasil e Ordem do Mérito da Bahia. Pertence ao Instituto Histórico e Geográfico da Bahia,  Academias de Letras da Bahia, de Ilhéus e de Itabuna  (ALITA).  






G1 na Cobertura de lançamento do novo livro de Cyro de Mattos

Escritor baiano Cyro Mattos lança romance 'Os Ventos Gemedores'


http://g1.globo.com/bahia/noticia/2014/09/escritor-baiano-cyro-mattos-lanca-romance-os-ventos-gemedores.html

Simpósio Internacional Linguístico-Ortográfico da Língua Portuguesa


CYRO DE MATTOS PUBLICA SEU PRIMEIRO ROMANCE

Romance de Cyro de Mattos Será Lançado
na Academia de letras da Bahia Dia 2



O escritor Cyro de Mattos (baiano de Itabuna) estará lançando o seu primeiro romance, Os ventos gemedores, na Academia de Letras da  Bahia, em Salvador,  no dia 2 de setembro, às 18 horas. O livro é uma publicação da Editora LetrasSelvagem (SP) e traz  posfácio assinado pela  ensaísta Nelly Novaes Coelho, doutora em Letras e professora emérita da USP.
Em Os ventos gemedores, Cyro de Mattos penetra vulcânicos labirintos no coração da terra e  transmuda  o território do sul da Bahia no condado imaginário  do Japará.  Desenvolve nesse território bárbaro  o conflito movido por dramas, ambições, opressões e misérias da terra, vividos pelos por  Vulcano Brás e Edivirgem,  vaqueiro Genaro e    Almirinha,  os irmãos Olindo e Olívio, entre outros personagens marcantes  cujas ações conferem permanência ao romance,  terminada a sua leitura.  
Autor de ampla escrita, entre volumes de contos, novelas, poemas, crônicas e livros infantojuvenis, Cyro de Mattos é publicado em Portugal, Itália, Alemanha e França. Sua obra vem sendo aclamada por escritores e críticos, além de  ter o reconhecimento através dos vários prêmios conquistados pelo autor, no Brasil e no exterior.
        Como prosador e ficcionista publicou para o leitor adulto: Os brabos, contos, Prêmio Nacional de Ficção Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras; Duas narrativas rústicas, contendo “Inocentes e Selvagens”, Prêmio Internacional Miguel de Cervantes, da Casa dos Quixotes, Rio de Janeiro, e “Coronel, Cacaueiro e Travessia”, Menção Especial no Concurso Internacional de Literatura da Revista Plural, México; Os recuados, contos, Prêmio Leda Carvalho da Academia Pernambucana de Letras, Prêmio Jorge Amado do Centenário de Ilhéus, Menção Honrosa no Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro; Berro de fogo e outras histórias, Prêmio Nacional de Ficção da Academia Pernambucana de Letras, O mar na Rua Chile, crônicas, Finalista do Prêmio Jabuti;  Alma mais que tudo, crônicas,  O Velho Campo da Desportiva, memórias e crônicas; Um grapiúna em Frankfurt, crônicas, e Natal das crianças negras, narrativa, em cinco idiomas. 

 



FERRADAS- UM BERÇO AMADO em comemoração aos 102 anos de Jorge.

Em comemoração aos 102 anos do nascimento do escritor Jorge Amado, neste domingo 10 de agosto de 2014, apresentamos um trecho do documentário FERRADAS- UM BERÇO AMADO produzido e dirigido pela cineasta Raquel Rocha em 2012, ano do centenário do escritor.

O filme foi realizado com apoio da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania na gestão de Cyro de Mattos.