8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER


                                                                            


Nesta data escolhida para homenagear as mulheres, fazemos um convite à reflexão. Há muitas e diversas mulheres diferentes em raças, etnias,  idades e classes sociais que contribuíram e contribuem para o crescimento e o desenvolvimento de nosso país. Não aproveitar essas contribuições significa falta de visão política e humana. É retardar os avanços em direção a um desenvolvimento social da maior amplitude.

Mulheres precisam ter oportunidades e direitos iguais e respeitados. Como afirma a filósofa Hannah Arendt, “a essência dos direitos humanos é o direito de ter direitos”. Para que isso se concretize, é necessário que olhemos essa diversidade, considerá-la, reconhecê-la e respeitá-la. Só assim poderemos viver em um mundo mais justo e igualitário.

A Academia de Letras de Itabuna - ALITA, nesta dia especial, homenageia todas as mulheres, em especial a grapiúna, tão honrosamente representada por valores que já se foram e se imortalizaram na memória de todos e àquelas que continuam enfrentando desafios e conquistando espaços enaltecendo nossa terra e nossa história.



 
2014

Foto de Dia Internacional da Mulher.



Logo na primeira vez em que foi indicada, Lupita Nyong'o derrotou grandes vencedoras do Oscar e faturou a primeira estatueta da carreira com a personagem Patsey, em "12 Anos de Escravidão".
No seu emocionante discurso, ela fez os agradecimentos de praxe, como para o diretor Steve McQueen e os atores Chiwetel Ejiofor e Michael Fassbender, mas também relembrou que o filme se trata de uma história real.

“Estar aqui me faz pensar que o momento mais feliz da minha vida veio após tanto sofrimento de Solomon [Northup, autor da história]. Solomon, obrigado por nos contar a sua história.”
Ela continuou: “Quando eu olho para esta estatueta, eu lembro de todas as criancinhas. A vocês, não importa onde vocês estejam, os seus sonhos podem se tornar realidade”.





  MULHERES QUE MUDARAM O RUMO DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE


O assunto é polêmico, coberto de paixões e muitos podem até divergir desta minha lista, parcialmente ou totalmente. Claro que existem outras tantas que até seria difícil enumerá-las neste espaço, mas relacionei aqui aquelas que de alguma forma me tocam mais. Vamos a elas, então:

Cleópatra
É uma das mulheres mais conhecidas da história mundial por ter sido a intrigante rainha do Egito. Longe de ser apenas mulher fútil e entregue aos prazeres mundanos como muitos acreditam, Cleópatra foi uma grande negociante, estrategista militar, falava 6 idiomas e conhecia filosofia, ciências, literatura e artes gregas.

Joana D’arc
Ela foi uma importante personagem da História f rancesa, durante a Guerra dos Cem Anos , quando seu país enfrentou a rival Inglaterra. Desde criança ela tinha visões que a aconselhavam entrar para o exército. E assim ela o fez. Cortou o cabelo bem curto, vestiu-se como homem e foi lutar na guerra. Em 1430, foi capturada pelos borgonheses que a venderam para os ingleses. Acusada de praticar feitiçaria, foi condenada à morte na fogueira.Em 1920, foi transformada em santa da Igreja Católica.

Rainha Elizabeth I
Seu reinado foi considerado de paz e prosperidade, comercial e culturalmente. Ficou conhecida como “a rainha virgem” por nunca ter se casado. Governando um país dividido por questões religiosas, ela unificou a Inglaterra ao dominar a nobreza e afastar a Igreja do governo. Em 1588, abriu de vez o caminho para a Inglaterra se tornar a maior potência colonizadora do Novo Mundo. Para os ingleses, ela foi ótima. Já para os colonizados, nem tanto.

Marie Curie
A física polonesa Maria Skodowska Curie foi uma importante figura história da Ciência. Ela foi a primeira mulher a ganhar um prêmio Nobel, ao se destacar como pesquisadora dos fenômenos radioativos. Com ela, começa a se desenvolver de fato a pesquisa da energia atômica.

Golda Meir
Ela se dedicou à causa sionista e foi uma das fundadoras do Estado de Israel, em 1948. Pelas posições que adotou quando primeira-ministra, em 1969, foi taxada de a "dama de ferro", bem antes do termo ser adotado para descrever a ex-premiê britânica Margareth Thatcher.

Virginia Woolf
Ela fez parte do grupo de Bloomsbury, bairro londrino que servia de ponto de encontro para os intelectuais que questionavam as tradições literárias, políticas e sociais da era vitoriana, cujos maiores objetivos eram a verdade, liberdade de expressão, amor pela arte e respeito à individualidade. Além de ser uma das maiores escritoras de todos os tempos, Virginia Woolf é reconhecida também como autora de livros feministas. O primeiro e talvez o mais importante deles é “A Room of One's Own (Um Teto Todo Seu), escrito em 1929, baseado em palestras feitas pela autora em colégios para mulheres.

Coco Chanel
Gabrielle "Coco" Chanel revolucionou a década de 1920. Libertou a mulher daqueles trajes desconfortáveis e rígidos do final do século 19, ao estabelecer o conceito da roupa feminina funcional. Além de dar à mulher um novo look, ela cria a imagem da nova mulher do último século: independente, bem-sucedida, com personalidade e estilo.

Angela Davis
Ela foi uma das mais obstinadas combatentes da discriminação social e racial durante a década de 1970, nos Estados Unidos. Começou a sua militância política em 1969, quando era estudante universitária. Em 1970, Davis passou a fazer parte dos Panteras Negras, grupo político e social de combate ao racismo. Atualmente, ela é professora do Departamento de História da Universidade da Califórnia.


 


8 de março de 1857 - o início de tudo

129 operárias foram mortas carbonizadas dentro de uma fábrica têxtil em Nova Iorque onde trabalhavam, porque organizaram uma greve por melhores condições de trabalho e contra a jornada de doze horas.




ALGUMAS CONQUISTAS SIGNIFICATIVAS DAS MULHERES BRASILEIRAS

 

Conquista do direito de estudar o ensino superior

1879 
Brasil

As mulheres têm autorização do governo para estudar em instituições de ensino superior, mas as que seguiam este caminho eram criticadas pela sociedade.
                                                         

Foto

 

 

 

 

Primeira brasileira a receber um diploma de Medicina

1881 
Brasil

Maria Augusta Generosa Estrella (1860 - 1946) foi a primeira mulher do Brasil a receber um diploma de medicina, em Nova
Iorque, o que contribuiu para a abertura das faculdades às mulheres no Brasil.

Seu primeiro requerimento para prestar exames na New York Medical College and Hospital for Women não foi aceito, pois a idade mínima era de 18 anos e ela tinha apenas 16.

Mas Maria Augusta não desistiu e uma semana após enviar um segundo requerimento para expressar oralmente seus motivos, seu talento e inteligência foram reconhecidos e então ela foi aprovada.
 
Embora tenha se formado em 1879, Maria Augusta teve que esperar completar a maioridade, em 1881, para receber seu diploma. Ela ainda ganhou uma medalha de ouro pelo melhor desempenho durante o curso e por sua magnífica tese: Moléstias da Pele. 

Estreia da primeira maestrina nacional

1885
  
Brasil

Chiquinha Gonzaga estreia como maestrina. A primeira do país com a opereta " A Corte na Roça " e também dirige a banda da Polícia Militar.

 

 

 


Mulheres brasileiras conquistam o direito de votar



1932 


Brasil



O Governo de Getúlio Vargas promulgou o novo Código Eleitoral pelo Decreto nº 21.076, garantindo finalmente o direito de voto às mulheres brasileiras alfabetizadas.





 

 

 

Um dos destaques da psiquiatria brasileira

1933

Brasil


Foto













Nise da Silveira (1905 - 1999) foi uma importante personalidade da psiquiatria brasileira.Interessou-se pelo estudo das pinturas de seus pacientes, sendo estimulada pelo psiquiatra suíço e fundador da psicologia analítica: Carl Gustav Jung. Trouxe os estudos de Jung ao Brasil, tornando-se, assim, a pioneira da psicologia junguiana do país.

Aprovada aos 27 anos num concurso para psiquiatra, em 1933 começou a trabalhar no Serviço de Assistência a Psicopatas e Profilaxia Mental do Hospital da Praia Vermelha.

Dedicou sua vida à psiquiatria e manifestou-se radicalmente contrária às formas agressivas de tratamentos psiquiátricos de sua época, como o confinamento em hospitais psiquiátricos, eletrochoque, insulinoterapia e lobotomia

Durante a Intentona Comunista, após uma denúncia por ter livros marxistas, em 1936 foi presa durante 18 menes no presídio da Frei Caneca, onde conheceu Graciliano Ramos. Nisa Veio a ser uma das personagens do livro do autor: "Memórias do Cárcere".

Tamanho foi seu marco e importância que está sendo produzido um filme sobre sua jornada revolucionária, cujo nome será "Nise da Silveira - A senhora das imagens" e no qual a atriz Glória Pires a representará. O lançamento do longa está previsto para 2013.




 

 

Primeira mulher a ser diretora da Escola de Belas Artes

1952 
Brasil
Georgina de Albuquerque (1885-1962) foi pintora e professora. Uma das principais mulheres a se firmar como artista no início do século XX.
Em 1909, Georgina, com seu quadro Supremo Amor, conquistou menção honrosa no Salão Nacional de Belas Artes. A partir desse momento, seu talento passou a ser reconhecido no âmbito das artes nacionais.

Tamanha era sua importância para as artes, que, em 1952, assumiu a presidência da Escola de Belas Artes, a qual era extremamente conservadora e apresentava restrições até mesmo para as mulheres serem incluídas em seu corpo discente.

 

 

 

 


 

 

 

 

Nossa primeira deputada federal

 

1933 
Carlota Pereira de Queiroz foi eleita a primeira deputada federal do Brasil. 



Nossa primeira senadora

Brasil

Eunice Mafalda Michiles, nascida em São Paulo, torna-se a nossa primeira senadora. Em 1992, foi nomeada conselheira do Tribunal de Contas do Amazonas.


 

 

 

 

A Constituição Federal garante que homens e mulheres são iguais perante a lei

1988 
Brasil


Constituição Federal de 1988 (D. O. U., 05/10/1988)
Artigo 5º da Constituição Federal

Art. 5º.
Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição.


Primeira mulher eleita para a presidência da Academia Brasileira de Letras

1996 
Brasil

 

Nélida Cuiñas Piñon nasceu em 1937, no Rio de Janeiro, e é uma importante escritora brasileira. Em 1996 foi eleita Presidente da Academia Brasileira de Letras, tornando-se a primeira mulher a ocupar esse posto. Com suas inúmeras obras em 35 anos de carreira, já recebeu diversos prêmios, sendo o mais recente o Prêmio Príncipe de Astúrias – Letras, de 2005. Dentre todos os escritores brasileiros, Nélida Piñon é a primeira a recebê-lo.




Sancionada a Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher

2006 
Brasil

Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, a Lei Maria da Penha estabeleceu penas mais duras para os casos de agressão a mulheres, alterou o Código Penal e aumentou as formas de proteção às vítimas.