Livro reúne crônicas de Manoel Lins; lançamento sexta-feira em Ilhéus

A Editus/Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) promove no dia 13, sexta-feira, o lançamento do livro O canto da eterna esperança, na Pousada Eden One (São Domingos, Ilhéus), às 16h30min. Trata-se de trabalho sobre o cronista, advogado e professor de Direito Constitucional da então FESPI (embrião da UESC) Manoel Lins.
O canto da eterna esperança, reunindo informações biográficas e crônicas produzidas por Manoel Lins (que também foi vice-presidente da OAB/Itabuna), recebeu tratamento especial da Editus: edição luxuosa, importante iconografia, com 384 páginas, em papel couché.
O trabalho tem pesquisa, organização, prefácio e notas do jornalista Antônio Lopes e conta com depoimentos de amigos e contemporâneos do biografado – a exemplo de Naomar Almeida Filho, Carlos Sodré, Ramiro Aquino, Gabriel Nunes e Jorge de Souza Araujo.
Morte prematura
Manoel Lins, que morreu prematuramente (aos 38 anos) em 1975, num acidente de carro, nasceu em Palmeira dos Índios/Alagoas e veio com a família para Buerarema, ainda criança. Como jornalista, trabalhou na Tribuna da Bahia, em Salvador, e, de volta à região, já formado pela Faculdade de Direito da UFBA, publicou textos em periódicos de Itabuna, sobretudo no lendário SB – Informações e Negócios, de Nelito Carvalho, além de um livro de crônicas (Menino aluado) e monografias sobre Direito Municipal.
Para o organizador, o livro é uma tentativa de pôr o público em contato com um pioneiro desse gênero entre nós. “Só depois dele a crônica literária teve aqui produções notáveis, com destaque para Hélio Pólvora, que publicou cerca de 300 textos desse gênero, em, pelo menos, cinco livros”, afirma Antônio Lopes. Isto faz de Manoel Lins, na opinião do jornalista, seu contemporâneo em Buerarema, um pioneiro no gênero, uma espécie de “pai” da crônica literária regional.
A solenidade de lançamento contará ainda com um bate-papo com o organizador, evocando a figura do biografado, sob o título “Ternura e resistência em ásperos tempos”, com a coordenação do jornalista Ramiro Aquino.

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